Porque continuam as empresas expostas ao preço da energia?

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Porque continuam as empresas expostas ao preço da energia?

As empresas continuam expostas ao preço da energia porque, durante demasiado tempo, trataram a energia como uma compra a negociar  e não como um recurso estratégico a gerir.

Negociar melhores contratos pode reduzir o preço num determinado momento. Mas não elimina a exposição à volatilidade dos mercados, aos picos de consumo, à evolução das tarifas, à regulação ou à dependência da rede.

A verdadeira questão não é prever qual será o próximo preço da energia. É reduzir a parcela do consumo e do risco energético que a empresa deixa nas mãos do mercado.

Esta exposição resulta, em grande medida, de cinco fatores.

1. Continuam a comprar quase toda a energia à rede

Enquanto uma empresa depender da rede para satisfazer a maior parte das suas necessidades, continuará exposta à evolução dos mercados grossistas, às tarifas, à fiscalidade e aos custos do sistema.

Um contrato mais competitivo pode melhorar as condições de compra, mas não altera essa dependência estrutural.

O objetivo não tem de ser eliminar a ligação à rede. Deve ser reduzir a dependência e aumentar o controlo sobre a origem, o custo e o momento em que a energia é utilizada.

2. Confundem preço fixo com ausência de risco

Fixar um preço pode aumentar a previsibilidade e reduzir temporariamente a exposição às oscilações do mercado. Mas não elimina o risco.

O valor contratado incorpora as expectativas do mercado, os prémios de risco e as condições comerciais do fornecedor. Além disso, todos os contratos terminam. Quando chega o momento da renovação, a empresa volta a ficar exposta às condições de mercado existentes nesse momento.

Previsibilidade contratual não é o mesmo que controlo energético.

3. Gerem o preço, mas não o perfil de consumo

A fatura energética não depende apenas do preço por kWh. Também depende de:

  • Quanto se consome;
  • Quando se consome;
  • Qual a potência necessária;
  • Quando ocorrem os picos;
  • Quanto do consumo pode ser deslocado ou flexibilizado.

Duas empresas com o mesmo consumo anual podem ter custos e níveis de exposição muito diferentes.

Sem dados, monitorização e gestão ativa, uma parte significativa do risco energético permanece invisível – e, por isso, não é gerida.

4. Implementam soluções isoladas

Instalar painéis solares é importante, mas pode não ser suficiente. Se a produção ocorrer quando o consumo é reduzido, parte do seu potencial de criação de valor perde-se. Se a empresa tiver picos fora das horas solares, continuará dependente da rede nesses períodos.

A redução da exposição exige uma visão integrada que combine, quando adequado:

  • Autoconsumo solar;
  • Armazenamento de energia;
  • Eficiência energética;
  • Eletrificação dos consumos;
  • Gestão e monitorização de energia;
  • Flexibilidade;
  • Contratos de energia de longo prazo.

O valor não está apenas em cada tecnologia, mas na forma como todas trabalham em conjunto, em função do perfil de consumo e dos objetivos da empresa.

5. A energia ainda não faz parte da estratégia empresarial

Em muitas organizações, a energia continua dispersa entre compras, operações, finanças, manutenção e sustentabilidade. Cada área vê uma parte do problema, mas ninguém gere a exposição energética como um todo.

No entanto, a energia influencia diretamente:

  • Os custos operacionais;
  • A competitividade;
  • A continuidade do negócio;
  • As metas de descarbonização;
  • A capacidade de investimento;
  • O valor e a resiliência dos ativos.

Quando a energia não chega à agenda estratégica, as decisões tendem a ser reativas, fragmentadas e orientadas para o curto prazo.

Como pode a Helexia ajudar?

As empresas não precisam de prever com exatidão o próximo movimento do mercado energético. Precisam de reduzir a sua dependência desse movimento.

Isso significa consumir menos, produzir energia localmente, armazenar os excedentes, utilizar a energia nos momentos em que gera mais valor e gerir continuamente o desempenho dos ativos.

A transição energética deixa, assim, de ser apenas uma resposta à volatilidade. Torna-se uma estratégia para aumentar o controlo, proteger a competitividade e transformar energia em valor.

Fale connosco e descubra como reduzir a exposição da sua empresa ao risco energético.

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