Baterias solares: um ativo estratégico da transição energética empresarial – a visão da Helexia

A transição energética deixou, assim, de ser apenas uma questão ambiental. É, cada vez mais, uma decisão de negócio. As baterias solares behind-the-meter permitem às empresas reduzir custos, aumentar a autonomia e contribuir para um sistema energético mais estável e sustentável.

baterias

Ao integrar soluções de armazenamento de energia behind-the-meter que reduzem custos, aumentam a autonomia e reforçam a resiliência energética das empresas, a Helexia afirma-se como um dos principais catalisadores da transição energética no contexto empresarial.

Durante vários anos, a energia solar foi adotada pelas empresas como uma solução sustentável, com benefícios claros na redução de emissões de dióxido de carbono e da fatura energética. Em contextos industriais com perfis de consumo intensivos e contínuos, o seu impacto estava naturalmente condicionado pela coincidência entre os períodos de produção solar e as necessidades de consumo, criando espaço para a evolução das soluções energéticas.

Esse desafio está, hoje, a ser progressivamente ultrapassado. O armazenamento de energia, em particular através de soluções behind-the-meter, está a redefinir o papel da energia solar na estratégia energética das empresas, transformando-a de uma fonte relevante de produção renovável num verdadeiro pilar de gestão.

Mais do que um complemento tecnológico, as baterias solares representam uma mudança estrutural. Ao permitir armazenar energia produzida localmente ou adquirida nos períodos em que a eletricidade é mais competitiva, estas soluções oferecem às empresas algo até agora difícil de alcançar: controlo efetivo sobre a sua energia.

Da autonomia energética à resiliência operacional

As soluções behind-the-meter funcionam, literalmente, “atrás do contador”, ao serviço direto do consumidor. Na prática, armazenam excedentes de produção solar que, de outra forma, seriam injetados na rede a preços pouco atrativos, e utilizam-nos posteriormente, quando o consumo é mais elevado ou os preços da eletricidade são menos favoráveis.

Este princípio traduz-se em benefícios concretos: menor dependência da rede, maior previsibilidade de custos e uma utilização significativamente mais eficiente da energia produzida localmente.

Adicionalmente, estas baterias permitem carregar energia a partir da rede em períodos de baixo custo e utilizá-la nos momentos de maior pressão tarifária. Para empresas expostas à volatilidade dos mercados energéticos, esta capacidade de arbitragem constitui uma vantagem competitiva clara, contribuindo para a proteção de margens e para a redução de riscos.

Num contexto de crescente pressão sobre os custos energéticos e de maior escrutínio ambiental, o armazenamento de energia afirma-se como uma decisão simultaneamente económica e estratégica. A redução direta da fatura energética é apenas uma parte da equação. Ao reforçar a autonomia energética, as empresas tornam-se também mais resilientes a picos de consumo ou eventos imprevistos.

Esta resiliência é particularmente relevante em setores industriais críticos, onde interrupções de energia podem traduzir-se em perdas operacionais significativas. As baterias permitem suavizar picos de consumo, otimizar a gestão da carga e alinhar o uso de energia com as necessidades reais do negócio, reforçando a continuidade e a eficiência operacional.

O papel das empresas na flexibilidade e resiliência da rede elétrica

O impacto do armazenamento não se limita às instalações das empresas. Ao permitir uma gestão mais inteligente e flexível da energia, estas soluções contribuem igualmente para a estabilidade e resiliência do sistema elétrico como um todo.

Empresas com capacidade de armazenamento podem participar em serviços de sistema, apoiando o equilíbrio da rede, a resposta a flutuações da procura e a integração eficiente de fontes renováveis. Este papel sistémico ganha particular relevância num momento em que a eletrificação da economia se acelera e a rede enfrenta novos desafios de flexibilidade, com o armazenamento distribuído a transformar consumidores em agentes ativos da transição energética.

Em Portugal, este movimento é acompanhado por uma evolução favorável do enquadramento regulatório. O novo Manual de Procedimentos da Gestão Global do Sistema, publicado pela Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos, estabelece condições mais claras para a integração de soluções de armazenamento e para a participação dos consumidores em mecanismos que valorizam a flexibilidade e os serviços prestados à rede.

Um aliado da gestão e da competitividade

É neste enquadramento que a Helexia posiciona o seu serviço de baterias solares, capacitando as empresas para assumirem um papel mais ativo, informado e estratégico na gestão da sua energia. A abordagem assenta em soluções seguras, tecnicamente robustas e alinhadas com a regulamentação nacional, permitindo avançar na transição energética sem comprometer a eficiência operacional.

A transição energética deixou, assim, de ser apenas uma questão ambiental. É, cada vez mais, uma decisão de negócio. As baterias solares behind-the-meter permitem às empresas reduzir custos, aumentar a autonomia e contribuir para um sistema energético mais estável e sustentável.

Num cenário marcado pela volatilidade dos preços da energia e pela urgência da descarbonização, o armazenamento deixa de ser uma opção futura para se afirmar como uma prioridade estratégica no presente. As empresas que integrarem estas soluções estarão mais bem preparadas para competir, crescer e liderar numa economia mais eletrificada, resiliente e sustentável.

Artigo publicado em Jornal Económico

Pronto para Descarbonizar?

A solução está aqui.

Contacte-nos